Displasia Coxofemural
A leitura desse tema é de extrema importância.
Todos que gostam da raça pastor alemão, devem estar cientes dessa doença
que tanto atinge nossos amigos, e ver porque não pode acasalar sem SELEÇÃO!

Displasia Coxofemural: O que é isso?
A displasia coxofemural é a doença ortopédica hereditária mais comum nos cães. Ela pode surgir em qualquer raça, mas é mais comum nas raças grandes ou gigantes, como Rottweillers, Pastores e Filas, e principalmente em animais que tem um crescimento muito rápido.
Esta doença se caracteriza pela má formação da articulação coxofemural, ou seja, a inserção do membro traseiro na cintura pélvica. Os primeiros sintomas aparecem principalmente por volta dos 4 aos 7 meses de vida, quando o animal afetado começa a mancar e sentir dor quando anda, principalmente nos pisos mais escorregadios. Devido a dificuldade para andar, o cão pode não mexer o membro e o músculo pode atrofiar.
A displasia coxofemural é geneticamente recessiva, por isso tanto o macho quanto a fêmea precisam ter a doença, ou pelo menos o gen para que os filhotes também tenham. Mesmo assim, essa deficiência se tornou mais comum, a partir do momento em que os proprietários cruzaram animais afetados sem se preocupar com a transmissão.
Um cachorro que tem displasia coxofemural pode viver uma vida normal, mas não deve ser utilizado para reprodução. Mesmo se um filhote é normal, mas seus pais são doentes, não se deve utilizá-lo para reprodução, pois seus filhos podem ter problemas.
Para saber se um cão tem ou não displasia, basta realizar um exame muito simples. O diagnóstico é feito através de uma radiografia, com o animal deitado em decúbito dorsal (com a barriga para cima) e com as patas traseiras esticadas para trás. Como a displasia pode provocar dores fortes e os animais mais afetados são grandes, pode ser preciso anestesiar o cão. Geralmente é feita uma anestesia curta, que dura de 10 a 20 minutos, tempo necessário para radiografar o animal. O veterinário deve ter muito cuidado no posicionamento durante a radiografia, porque radiografias com mal posicionamento são consideradas inadequadas para se obter um laudo que ateste se o seu animal tem ou não displasia.
Existem diversas categorias de displasia coxofemural, de acordo com a gravidade.
Abaixo temos um quadro com estas categorias:
Categorias de Displasia Coxofemural:
HD - (Categoria A): animal sem displasia
HD +/- (Categoria B): articulação quase normal
HD + (Categoria C): displasia leve
HD ++ (Categoria D): displasia moderada
HD +++ (Categoria E): displasia severa
Para se obter um laudo conclusivo este exame é feito no animal com 12 meses de idade. Nas raças gigantes, como o Dogue Alemão,São Bernardo, Mastiff e Mastin Napolitano, este exame deve ser feito com 18 meses. Nestes animais em que a tendência à displasia é grande podemos realizar exames preliminares a partir dos 7 meses de idade, para que o veterinário possa controlar a doença, inpedindo que o cão sinta muita dor.
Quando a fêmea tem displasia, as chances do filhote ter são grandes, podemos tomar alguns cuidados, para que o quadro não se agrave:
- Não deixar o filhote em pisos escorregadios;
- Colocar a fêmea e os filhotes num piso mais áspero, ou em placas de madeira, para que eles não escorreguem.
- Exercitar o filhote a partir dos 3 meses de idade, mas sem exageros. A nataçao; é recomendada, pois exercita a musculatura sem forçar a articulação.
- Evitar que o animal fique muito gordo.
- O importante é ter consciência e cuidar dos animais desde pequenos para prevenir problemas como esse. Um animal saudável, que visita o veterinário regularmente, está mais sujeito a ter uma vida longa e sem problemas. Na hora de comprar um filhote, principalmente das raças mais sujeitas, peça ao proprietário que apresente o certificado de displasia dos pais, para garantir que seu filhote não tenha este problema. E caso você já tenha um cão em casa, procure seu veterinário para realizar este exame tão simples e evitar que a doença se espalhe.
Fonte: saudeanimal.com.br
Dr. Cristina Jorge
Médica Veterinária - Campinas - SP

Sinais mais comuns:
Um dos principais sinais causados pela displasia é a dor.
Por causa da dor, os animais podem começar a mancar, às vezes passam a fazer o pulo do coelho, saltando com as patas traseiras juntas. Tudo isso para evitar movimentar a articulação que dói. Alguns começam a atrofiar os músculos dos posteriores, pois usam a força dos anteriores, ficando até mais fortes na frente.
Em muitos casos graves, a displasia leva à incapacidade de locomoção, sendo necessária intervenção cirúrgica. É muito importante saber que existem muitos casos assintomáticos, onde, independente do grau, o animal não demonstra sentir nada, anda, pula e corre muito bem.

Como saber se um cão tem displasia?
Somente com a radiografia das articulações coxofemorais, realizada por um veterinário profissional, credenciado pelo Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária. Com a radiografia em mãos este veterinário verifica o grau, avalia e classifica a articulação, dando um laudo onde constam essas informações. A escolha do profissional é muito importante, é necessário buscar indicações de veterinários competentes.
Pergunta muito comum:
ANALISANDO A MOVIMENTAÇÃO DO CÃO, UM CRIADOR OU VETERINÁRIO EXPERIENTE PODE AFIRMAR SE UM CÃO TEM DISPLASIA ?
Resposta: NÃO !!!!!
Observando o cão, sem realizar a radiografia, uma pessoa vai estar apenas arriscando um palpite, e nesse caso há sempre cinqüenta por cento de chance de acertar (Sim ou Não). Volto a dizer, e reforço, que existem muitos casos de cães que se movimentam mal, mas tem excelentes articulações, assim como existem casos de cães aparentemente perfeitos, que trotam muito bem, mas ao serem radiografados revelam articulações severamente comprometidas pela displasia.

Pais sem displasia podem gerar filhotes com o mal?
Infelizmente é isso mesmo. Ao contrário de atributos de natureza genética como cor dos olhos, a displasia é poligênica. Isso significa que há vários pares de genes envolvidos no processo o que dificulta consideravelmente o trabalho de "limpeza" do pool genético do mal.
Isso é apenas MAIS UM MOTIVO para os criadores procurarem trabalhar SÉRIO dentro do seu programa com essa questão. A experiência dos criadores de Pastor Alemão mostra que em 5 ou 6 gerações de seleção séria (somente cruzando cães com laudo NEGATIVO de displasia) aumentaremos sensivelmente as chances de produzirmos cães sem problemas.
Assim, não basta uma geração para garantir filhotes livres do problema. Por outro lado, esse fato não é justificativa para os criadores não iniciarem um trabalho sério quanto a esse assunto. O trabalho precisa ser feito, e sempre começa por não cruzar cães com displasia. Quanto mais se seleciona o plantel, maiores as chances de produção de cães livres do mal.
Quanto mais gerações anteriores controladas, menores as chances de nascerem cães com displasia.

Evitando fatores desfavoráveis:
Quando o filhote ainda está se desenvolvendo, não sabemos se ele herdou a genética para ser displásico, então devemos evitar fatores que podem piorar, mas NÃO causar a displasia, pois a transmissão é hereditária.
Evitar:
- obesidade.
- suplementação alimentar sem acompanhamento veterinário.
- exercícios forçados.
- permanecer muito tempo em superfície escorregadia (não é apenas liso, é escorregadio, onde o cão sofra traumas constantemente).
O que é benéfico:
- nadar.
- sob supervisão do vet, dar condroprotetores durante infância e crescimento.
OBS: Condroprotetor: é uma nova classe de medicamentos, recomendada para recompor o desgaste das cartilagens articulares. Estes medicamentos contém compostos existentes na estrutura bioquímica da cartilagem. Quando há destruição da cartilagem as células destruídas eliminam fatores químicos que iniciam o processo de inflamação,causando dor e mais destruição.
Os agentes mais utilizados nos medicamentos condroprotetores ,são sulfato de condroitina e sulfato de glucosamina. Podem ser administrados de acordo com a indicação do veterinário.

Combate à displasia:
Displasia é genética, mas é POLIGÊNICA, recessiva e intermitente, por isso pode pular uma geração (ou até mais) de cães isentos e então surgirem descendentes displásicos.
Fatores desfavoráveis podem agravar a displasia de um cão que herdou a condição genética para ser displásico.
Quanto maior o número de gerações controladas, menor será a chance de produzir cães displásicos.
Fechamento exagerado de linha de sangue, ou seja, o uso da endogamia utilizada para fixar as características das raças pode contribuir para fixar problemas genéticos como a displasia.
O que se fala de displasia adquirida, vem de tempos em que nem se sonhava com DNA, pesquisas genéticas etc. "Displasia não é uma questão de opinião, é uma questão científica" (frase de Claudiano, do Totem Americam Bulldogs).
Hoje em dia existe falta de informação, e erro de interpretação, ao confundir o fato de que nutrição e manejo podem agravar, mas NÃO CAUSAR displasia. Não existe displasia adquirida, ela só vai se manifestar se o cão tiver herdado genética para tal degeneração.
Segundo Dr.Luis Renato Veríssimo de Souza (Vice Presidente da Associação Brasileira de Radiologia Veterinária) é imprescindível a conscientização de criadores e proprietários de que o combate a displasia coxofemoral só é possível através da seleção criteriosa de machos e fêmeas radiografados. Em contato com radiologistas renomados de todo o país ele pode perceber que já ocorre sensível melhora nos resultados, especificamente de criações com controle rigoroso de várias gerações.
Fonte: Eliane Canil Von Wurde [Rottweiler]
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Veja: Comunidade Displasia coxofemural
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