Em primeiro lugar obrigado por visitar o nosso site, e em segundo lugar me desculpem o texto longo, afinal são cinco anos de uma história dificil de ser resumida em alguns paragráfos. Espero que quem queira adotar depois de ler faça pois vale a pena, não importa a idade ou quanto tempo juntos vão passar e sim o que vão viver não importa o tempo que durar. Esses são alguns capitulos da minha história escrita de coração ao lado do meu melhor amigo e filho Spaike.


Adotar é tudo de bom (2006)

Tudo começou no dia 03/03/2006, era meu aniversário. Minha mãe me disse que poderia escolher o que eu quisesse de presente. Decidi adotar um cão de grande porte para ajudar no nosso sítio, e assim começou tudo. Eu sempre fui apaixonada pela raça pastor alemão, meu primeiro cachorro foi uma pastora chamada Luana que viveu 16 anos, foi a minha infância e juventude comigo. Era meu aniversário, e eu não sabia que estava por vir o melhor presente da minha vida.

Assim começa a minha história, o meu encontro com o Spaike. Decidi ir a um abrigo em São Paulo, a UIPA, um abrigo com 1.000 animais. Eu queria um cão grande, novo e bem de saúde para nosso sítio, e assim eu vi um pastor preto lindíssimo, enorme e novinho (ainda não era meu Spaike). Mas com tantos cães em volta, meu coração ficava apertado. Quem me conhece, sabe que não sou de “ficar pedindo coisas para Deus”, mas nesse dia eu pedi muito. Muito mesmo, que ele me orientasse no meio daquele “mar de cães” com qual eu devia ficar, queria levar todos.. Meu coração ainda estava fechado por uma perda e achei que jamais amaria tanto outro cão. Eu me enganei.

Decidi dar mais uma volta pelo local, fui até outro canil mais afastado e lá havia cerca de cinqüenta (isso mesmo) cães juntos. Era um amontoado de cães e uma cena me chamou a atenção: alguns grãos de ração caídos no chão e um pastor alemão tentando lutar para pegá-los, a cena foi muito triste. Decidi que deveria tirar ele dali. Ele era feio, com as orelhas para baixo, caídas, cheio de coco seco grudado nos quadris, pelos brancos, tinha mais idade e não levantava a cabeça... Um olhar sem vida. Ele estava fora do padrão que eu desejava, mas não podia mais deixá-lo ali. Passamos pelo veterinário da ONG, o qual nos contou que além de tudo, ele tinha displasia, não iria servir para o sítio e tinha de tomar remédios caros. Além disso, ele tinha mais idade (uns 4 a 5 anos) que o outro pastor que eu havia gostado. Contou-me que ele tinha sido cão de rua e sofrido maus-tratos, mas ninguém tinha detalhes do seu passado ou do temperamento como era (ou seja, uma caixa de surpresas). Lembro-me que o veterinário me perguntou “Você tem certeza que quer levá-lo?”. Com ele ali na minha frente, eu não poderia fechar os olhos e devolvê-lo por isso. Que assim fosse, e foi.

Adotei. Não levei para o sítio, queria recuperá-lo antes em nossa casa. Nos primeiros 10 dias ele não emitia som nenhum, não havia escutado seu latido, ele era quieto e um pouco submisso, sua cabeça andava baixa... Mas desde o primeiro dia, houve ligação, já me seguia por todo canto e ficava contente perto de mim. Depois de 10 dias eu ouvi seu latido pela primeira vez, estranhei e tomei um susto! Estava até conformada em ter um cão mudo, rs... Desde então ele voltou a ter orgulho de si, sua cabeça levantou e nunca mais abaixou. Seu olhar voltou a ter vida, de submisso virou protetor e líder da matilha, e assim começou a nossa longa história.

Amizade

Inseparáveis, é o que eu posso dizer. É claro que eu não deixei que fosse para o sítio, ficou morando comigo em casa! Não queria mais me separar. Nada podia me separar dele. Spaike é cachorro de uma pessoa só. Para mim ele é o meu mundo e eu sou o dele. Ninguém mais ao nosso redor importava. Não precisava brigar com ele, nunca. Nunca aprontou nada, nunca destruiu nada. Sempre comportado, com seu jeito sério. Quando estávamos a sós ele me mostrava um lado que poucos puderam conhecer. Não era de ficar pedindo carinho, ele apenas gostava de ficar perto e não podia me perder de vista. Ele se transformou em um pastor alemão lindo, no qual eu confiei de olhos fechados sempre. Ele sabia que eu não deixaria ninguém lhe fazer mais mal e eu confiei a minha vida a ele. Nunca confiei tanto em um cachorro.  Descobri então, que no final, eu não o salvei. Mas ele me salvou, minha vida passou a ter um sentido, um propósito. Amar incondicionalmente e lealdade não há lição maior do que um pastor alemão para nos ensinar, e eu aprendi. Tenho outros cães, mas nossa relação era COMPLETAMENTE diferente de todos.

O Pastor Alemão Rescue – Mudança de vida

Minha vida, minha alma mudou radicalmente após o Spaike ter entrado nela. Foi um marco. Minha vida antes, não tinha muitos sonhos e planos, era uma vida de uma adolescente de 19 anos, que fazia faculdade, saia para beber com amigos mas não fazia grande “feitos” da minha vida. Não tinha um sonho, uma causa para lutar. O dia que o adotei, tudo mudou. Eu queria que ele sentisse orgulho de mim, eu queria poder fazer algo a mais por ele, porque na verdade eu o resgatei, mas lá continuavam outros pastores no abrigo, outros cães. Salvar uma vida era muito pouco. Podia fechar os olhos e me contentar? Será que eu não podia fazer mais? Eu adoro vira-latas, sempre tive e atualmente tenho 4 viras lindos. Sei que tem muito protetor que trabalha com eles, então decidi me focar em algo mais especifico e ir atrás da minha paixão.

Comecei então o Pastor Alemão Rescue em 2007, minha homenagem ao Spaike. É uma central de pastor alemão, no qual reúno pastores para doar e pessoas que querem adotar, assim, o número de casos resolvidos aumenta. Hoje o número de cães de raça abandonados aumenta a cada ano, e se cada raça tivesse um local especifico para encaminhar os cães, quando as pessoas quiserem adotar determinada raça acharia o que procura facilmente. O sucesso é muito maior. Inclusive hoje existem outras centrais “de raça” como o labrador rescue, rottwailler rescue, poodle rescue... Depende apenas do nosso empenho pessoal.

Entrei no mundo da proteção animal. Sou protetora dos animais com orgulho, e nessa época estava desempregada, e como eu poderia ajudar sem dinheiro? Mas eu tinha muita vontade de ajudar, comecei então a visitar abrigos e bater fotos principalmente dos pastores, muita divulgação de cães para doar, de amigos, fazia cartazes de cães perdidos, ajudava a fazer blogs para amigas protetoras também, a educar e passar a guarda responsável para o maior número de pessoas possível. Consegui fazer muita coisa pela Internet. Horas e horas do meu dia me doando e fazendo o que amo, ajudando pessoas a ajudar os cães. Tornei-me uma Camila consciente e ativa, eu queria fazer a diferença. Tudo o que sempre faço é sempre pensando no Spaike. Eu tenho pelo que lutar, graças ao Spaike. Um cachorro que transformou por inteiro a vida de uma pessoa, ensinando o que é importante e vale a pena na vida, devo tudo isso a você meu amor. E até hoje continuo me dedicando a continuar um trabalho que você começou.

Meu anjo da guarda

Sempre o chamei assim; meu anjo da guarda, meu protetor. Nunca fez adestramento para guarda ou obediência, mas sempre que precisei, ele esteve ali presente. Quando morávamos juntos sempre saímos, íamos aos barzinhos perto de casa encontrar meus amigos e ele ficava do lado da mesa, sentadinho com seu potinho de água feliz, não deixando ninguém suspeito se aproximar. Obediente, andava ao meu lado, parava para atravessar a rua e a nossa ligação era tão forte que bastava eu pensar, que ele já reagia. Quando Spaike era mais novo, ele era mais bravo, as visitas entravam em casa e ele apenas a seguia com os olhos e acompanhava parado (era sinistro, rs)...o rabo não abanava! Enquanto isso, meu poodle Jhonny se encarregava de correr, dar as boas-vindas e entreter os convidados. Spaike não aceitava ninguém, mas foi sempre muito controlado e obediente.

Sempre me senti segura com ele do lado, às vezes o via acordar no meio da noite, abrir os olhos e olhar por cima da cama para ver se eu estava lá, ele confirmava, dava um suspiro e voltava a dormir! E muitas vezes eu fazia o contrário, eu acordava só para olhar como ele estava, ver sua posição, ou vê-lo dormir com aquela carinha feliz de barriguinha cheia... Na verdade, nunca deixei que ele fosse “cão de guarda”, não podia pensar em nada ruim lhe acontecendo. Acho que se alguém tentasse fazer algo com ele, eu matava antes rs! Ninguém encostava em um fio de pêlo dele. Eu sempre o protegi demais. Muitas vezes eu era o cão de guarda dele. No sítio ele não ficava solto à noite, ele ficava no seu canil espaçoso, bem guardadinho e deixava sempre bem claro: “se alguém entrar aqui, que entre! Leve tudo e vá embora. Mas meu Spaike vai estar lá bem quietinho escondido no canil, são e salvo.” E assim sempre foi. Nada era mais precioso do que ele.

Lealdade e Proteção

Por conta do seu passado, no qual sofreu maus-tratos, o Spaike veio com alguns traumas. Por exemplo: tinha agressividade com pessoas que tivessem vassoura ou alguma coisa ameaçadora na mão, e estranhava muito pessoas do sexo masculino (tudo isso por culpa do que ele sofreu na rua). Ele tentava avançar, mas sempre controlei isso, prestava atenção em toda a sua postura e sabia cada reação sua. Comigo é claro, ele jamais em toda a sua vida mostrou alguma reação negativa, mesmo quando era recém adotado. Mas com o passar dos anos, o Spaike se tornou muito mais sociável e bem humorado. Já até aceitava que algumas pessoas lhe coçassem a barriga, como o Arnaldo, Walter e a Renata e aceitava brincar. Eu presenciei algumas vezes.

Mas pastor alemão é pastor alemão. E ele algumas vezes chegou a entrar em ação, mas sempre com uma postura muito protetora. O único encontro com meu pai, ele levou uma mordida. Já adianto que o Spaike não teve culpa e eu também não. Meu pai, que é separado veio nos visitar e NÃO conhecia o Spaike. Ele simplesmente se esqueceu que tinha um pastor alemão no quintal e saiu à noite para andar, sozinho e sem avisar. Logo percebi, escutando os gritos, a sorte que eu escutei rápido e gritei de longe para parar e soltar, e ele atendeu. Teve a mão perfurada (mas podia ter sido pior). Eu depois ainda fui ao quintal e o elogiei! Eu adoro meu pai de verdade, mas tenho que pensar como o Spaike viu a situação: um desconhecido, a noite, no quintal dele, ele apenas fez o correto que é proteger. Afinal, não estava escrito na testa do meu pai que ele era da minha família. Aliás, esse foi o primeiro e último encontro entre os dois, e lamento que eles não puderam se conhecer mais vezes. Meu pai não pode conhecer e ver o lado maravilhoso do meu Negão.

Nossa ligação era forte demais! Outro caso ocorreu quando andávamos pelo nosso bairro na zona sul de são Paulo. Encontramos dois skinheads, eles vinham do outro lado da avenida sentido contrário, não faziam cara de muitos amigos e quando chegaram perto, o Spaike foi encarando e deu um “belo sorriso” de volta mostrando toda a arcada dentária e latindo. Eles se afastaram e seguiram direto. Eu não havia falado nada ao Spaike, mas eu nunca precisava, ele apenas sentia e reagia.

Mas às vezes isso dele “sentir tudo”, atrapalhava. No reveion (não me lembro qual ano) estávamos em uma turma no sítio e tinha um homem que eu definitivamente não simpatizei e é claro isso bastava para o Spaike implicar. Passamos três dias, e durante o dia inteiro o Spaike  permanecia encarando o moço, e eu cortando o comportamento chamando sua atenção. Até que, em um determinado momento, o homem saiu e voltou, e quando ele voltava vindo em direção onde nós estávamos (eu estava de costas atrás de um pilar e não vi!), Spaike correu reto direto na barriga do pobre, cravou os dentes (ai...). Eu imediatamente vi, gritei e ele soltou. Passamos o último dia do feriado taxados de monstros, me irritei com todos, mas passou. Sinceramente, com quem o Spaike não gosta ou vice-versa, não faço questão nenhuma de conviver.

Mas o mais incrível mesmo foi o dia que ele barrou meu ex-namorado de entrar em casa. Foi incrível, porque eles se viam sempre e conviviam muito. Eu havia terminado o relacionamento recentemente e ele me apareceu bêbado às 5hs da manhã no meu portão querendo conversar. Se não fosse pelo fato de ser quase madrugada, eu estar de pijamas, ele embriagado e a minha mãe poder acordar e matar nós dois, eu até aceitaria conversar. Com Spaike, claro, sentado do meu lado parado o tempo todo observando. Pedi que fosse embora, ele se recusou e não deixou que eu fechasse o portão, forçou para entrar, e imediatamente o Spaike olhou fixo para ele rosnou e continou parado. Eu disse “-vá embora, porque se você entrar ele vai morder você e eu não posso fazer nada”. Ele foi embora. Achei incrível mesmo a atitude do Spaike, até então só tinha o visto ser protetor com pessoas desconhecidas e eu fiquei surpresa, pois ambos conviviam muito, mesmo não se gostando muito. Essas foram algumas situações com as quais eu sempre pude contar com ele, meu anjo da guarda.

Ano 2008 - Nossa separação

Com certeza o capitulo mais sofrido para ambos. Spaike até então morava comigo em uma casa antiga de quintal enorme na vila mariana. Vendemos e fomos morar perto da Av. Paulista, no apartamento da minha avó. Fiz de tudo para não vendermos, quando os corretores apareciam em casa e minha mãe não estava eu soltava o Spaike e falava que não podia receber ninguém que não conseguia controlá-lo (mentirinha). E eles iam embora. Consegui talvez ganhar algum tempo. Mas o dia chegou. A casa foi vendida e demolida por uma construtora. Fiz um grande canil para ele no meu sítio, enorme. Com espaço interno e externo, com muita grama para ele correr e árvores para descansar na sombra.

Mas isso nunca foi desculpa, nunca fiquei conformada. Para mim, mesmo com muito espaço, boa ração e uma pessoa responsável olhando ele, era insuficiente. Ele não estava comigo. Não podia abraçá-lo todos os dias. Não podia dar o ossinho e dar boa noite todos os dias. Quando eu voltava da faculdade ele não estava no portão me esperando para jantarmos juntos. Spaike não aceitava muito bem outras pessoas. Sempre fazíamos tudo juntos. Revoltei-me. No início chorava toda noite, depois dias alternados, mas foi assim, por um longo ano inteiro. Tentei me conformar, mas foram 365 dias chorando. Eu o via apenas de fim-de-semana.

Todos diziam que o Spaike estava bem, estava feliz, que agora ele “tinha espaço e verde para correr”. Eu sei que o spaike trocaria tudo aquilo por um espaço minúsculo, só para ficarmos juntos. Ele é um cachorro quieto, não é de correr, não é ativo, ele corre 5 minutos e dorme 5 horas. O que ele mais gostava era de ficar deitado em um cobertor, de barriguinha cheia e ficar ali quieto, recebendo carinho do meu lado. Ficava ao meu lado por horas, enquanto eu mexia no computador. Um dia eu fiquei doente e ele passou o dia todo deitado do meu lado, era assim.

Todo ano no meu aniversário, eu fazia sempre o mesmo pedido quando cortava o bolo “quero meu filho junto de mim, por favor.” Pensei em tantas maneiras. Tentei me conformar. Juro que tentei, por anos. Acho que nunca consegui.

O câncer - melanoma

Nessa época o Spaike tinha se mudado para o sítio fazia pouco tempo, e eu sempre soube do seu problema de displasia nas patas. Fazia acompanhamento, mas sempre estava em busca do melhor, até que cheguei até um veterinário chamado Dr. Samir Chomuni. Exames de rotina e uma verruguinha “boba” no nariz que resolvi tirar por estética e mandei para análise por segurança. E veio a bomba, nem o Dr. Samir esperava e acreditava! O laudo: melanoma maligno, traduzindo câncer de pêle. O meu mundo parou ali. Todos os problemas do Spaike ficaram em segundo plano. A expectativa de vida era pouca, e ele no meu sítio, logo agora ele longe, não podia ser possível. Só me perguntava porque... porque...

Quanto mais lia sobre o câncer, pior era. A expectativa era sempre quase nenhuma, como por exemplo, o trecho de um estudo sobre melanoma em cães: tempo médio de sobrevivência de 12 meses e uma porcentagem de óbito de 54% dentro de dois anos; já aqueles em que a neoplasia era grande, apresentaram um tempo médio de sobrevivência de quatro meses e uma porcentagem de óbito de 100% dentro de dois anos. Os cães com melanomas orais tratados cirurgicamente apresentaram um tempo médio de sobrevivência de três meses.”

Três meses? Meu deus. E assim começou a minha corrida. Ia vê-lo todos os finais de semana, era sagrado. Trazíamos ele para São Paulo para fazer quimioterapia, eram ao total do dia 4 horas de estrada (ida e volta). Ele fez todas as sessões de quimio sorrindo e se comportando. Não apresentou mal estar ou queda de pêlo. Comecei uma dieta com pouco carboidrato, e fiz também tratamentos alternativos como a ozonioterapia e o uso do cogumelo do sol (sim usado para humanos), colocava o xarope na sua comida, ajudava a aumentar o sistema imunológico. Fizemos também a crioterapia que é uma espécie de radioterapia mais leve, e bem localizada. Fiz tudo que me era dito, sugerido, apelei pros santos também, tudo. Detalhe que não posso esquecer, eu estava desempregada. Aliás, eu fazia estágio em uma empresa de design e não ganhava nada. Como pagar sessões de quimioterapia de 250,00 reais? Fora todos os gastos com exames, consultas e remédios. Não posso me esquecer da ajuda que tive pela Internet, isso mesmo!

Tudo que eu plantei eu colhi, acho que é a frase perfeita para o caso. Nesses anos ajudando amigos e protetores, fiz muitos amigos. Sempre ajudei sem pedir nada em troca, e quando eu precisei, eles estavam lá. Mais presentes que meus poucos amigos reais. Fizemos uma rifa, me doaram presentes e rifamos, consegui arrecadar o dinheiro necessário para o tratamento, de outro modo não seria possível. Batalhei muito, eu não estava sozinha, são amizades e gratidão que levo até hoje. Essa ajuda de muitas pessoas mudou meu modo de ver o mundo. Todos se uniram pelo Spaike. Isso definitivamente marcou a minha vida. E é por isso que hoje continuo ajudando e plantando sementes do bem, porque vale à pena.


Nesse tempo, eu me dedicava tanto ao Spaike, que meu antigo relacionamento estava destruído. Já não via mais meu ex (aquele que foi barrado no portão). Ele queria ficar em São Paulo, e eu ia para o sítio sozinha, passei um ano assim, indo a veterinário sozinha, fazendo tudo sozinha. Confesso que o Spaike não gostava dele, e acredito que era recíproco. Claro que não foi culpa do Spaike, um relacionamento é muita coisa somada, juntou a falta de companheirismo com o ciúme e não dava certo. Uma vez eu disse “- Não existe ex-filho, mas existe ex-namorado, Spaike tem prioridade acima de qualquer coisa porque é meu filho.” E assim foi.

Perto do final do ano 2008, eu fui para o veterinário fazer os últimos exames, fizemos raio-x do pulmão, tudo lindo e limpo, sem metástase! Nesse dia, eu recebi a notícia que o Spaike estava curado! Ele estava curado! Eu estava tão feliz, mas tão feliz. Voltamos do veterinário, pegamos estrada e fui dormir com ele no sítio, coloquei meu colchão no chão para ficar mais perto dele e assim ficamos. E tudo é tão incrível que nessa hora, à noite, o meu ex me liga sem saber ainda da cura do Spaike ou onde eu estava, (na verdade ele não perguntou) apenas gritou ao telefone, me xingou e terminou comigo. Eu apenas consegui dizer “ta bom”. Desliguei o telefone e voltei a sorrir. Nada podia estragar aquele dia, nada! Dormi feliz. Meu filho estava bem. Nunca mais falei com ele. Tudo no mesmo dia, uma troca justa.

Spaike estava curado, um verdadeiro milagre. Fiz as pazes com Deus, porque não entendia porque eu com tantos cães, justo o Spaike tinha que ficar doente. Mas ele ficou curado, talvez eu tivesse que passar por aquilo mesmo. O importante é que ele estava bem! Ps: Essa foto abaixo foi tirada no dia que eu soube que ele tinha vencido, e significa muito para mim.

 

2009 - 2011 Tempos tranqüilos

Com ele saudável e eu mais conformada com ele vivendo longe, foram tempos tranqüilos. Sempre fazendo seus exames de rotina, mas estava tudo bem. Algumas dores de coluna, da displasia, mas sempre mediquei e ele correspondia bem. Spaike estava bem. Iamos para o sítio aos finais de semana, aproveitávamos muito, tirava muitas fotos. Foi uma época que tentei me concentrar no trabalho. Tentei me concentrar mais em mim. Minha saúde estava péssima, com o açúcar no limite, problemas para andar, muita dor para caminhar e com meus 103 quilos, a minha obesidade mórbida estava realmente me matando devagar. Spaike estava bem e eu tinha de cuidar de mim. Então, com 23 anos eu fiz a cirurgia bariátrica (redução do estomago) e emagreci. Minhas dores diminuíram muito, perdi peso, meus exames de sangue estavam ótimos e eu estava bem, recomeçando uma nova etapa.

Então uma pessoa muito especial, chamada Walter, entrou na minha vida. A primeira coisa que eu quis saber era se ele gostava de cães, e gostava! Teste final, se o Spaike iria aprovar, afinal ele nunca gostava de ninguém. Ficaram amigos, ele nunca rosnou, olhou torto ou tentou mordê-lo. A aprovação do Spaike era importantíssima. Walter sempre me acompanhou ao veterinário, ao sítio, nunca reclamou por ter que dividir o quarto com ele, ou dele vir me acordar com o focinho delicadamente às 7hs da manhã de domingo porque estava com fome. Eu até já sabia, e deixava seu potinho de ração com carne moída separado. O Walter ama cães e tem muito jeito. Aprovado. Eu estava completa.


Mudança radical de vida: chega de vida sedentária. Fui trabalhar em pet shop, e depois comecei a trabalhar como Passeadora de Cães. Comecei do zero, me dediquei muito, e eu junto com a minha sócia Antônia conseguimos montar uma empresa de passeio de cães (site www.passeadordecaes.net). Hoje trabalho com isso, sou muito feliz, faço o que gosto e o principal, passo o dia todo ao lado dos cães. A minha missão é me dedicar aos cães, essa é a minha paixão.  E assim seguimos até 2011. Muito felizes.

Fevereiro 2011 – A displasia

Agora o Spaike já tinha pêlos brancos charmosos no focinho, estava com 10 anos. A idade começava a dar sinais, sua visão não era mais 100% por causa da catarata, a noite ele tinha mais dificuldades, mas enxergava bem. Já não escutava perfeitamente também, e às vezes se fingia de surdo quando lhe convinha. A displasia começou a piorar e os remédios condroprotetores e antiinflamatórios para dor não estavam mais fazendo efeito. De novo na busca incansável pelo melhor médico, achamos o Dr. Eloy (ortopedista). Era hora de agir. Fizemos todos os exames possíveis, eletrocardiograma, função renal, hepática, glicemia, exame de sangue, raio-x de tudo, ultrasom. Em função da idade mais avançada, a cirurgia de displasia convencional (colocefalectomia) não era a mais indicada por ser cirurgia de porte muito grande, e o pós-cirúrgico mais puxado. Optamos por fazer somente a cirurgia de denervação, fizemos nas duas patas, ela corta os nervos do quadril e o animal para de sentir dor, a displasia continua lá, mas sem dor ele volta a andar normal ou quase normal. Foi um sucesso!


Spaike ficou quase um mês aqui comigo, pertinho de casa, ficou hospedado no pet shop Quinta dos Bichos (obrigado amigos pelo apoio), e eu ia diversas vezes por dia vê-lo, medicar, limpar e estar presente. A recuperação foi rápida, o Spaike nunca reclamava de dor, era um touro. Não precisei usar colar elizabetano (abajur) ou roupa cirúrgica por causa dos pontos, meu filho é tão educado, que não mexia em nada, nem nos curativos, tomava uns 10 remédios por dia sem problemas. Spaike nunca me deu trabalho. Não tenho palavras, como ele sempre superou as expectativas. Todos ficaram bobos. Spaike se recuperou totalmente e retornou ao sítio, agora livre dos remédios e da dor. Eu via meu filho correr todo feliz. Honestamente um pastor com displasia severa, o pior tipo, o pior grau (HD+++), com cauda eqüina e 10 anos correndo, realmente só ele mesmo. Isso porque o Dr. Samir, meu outro veterinário ortopedista, tinha dito que a partir dos 8 anos o Spaike ia dar muito trabalho, “ia encrencar”, e eu temia muito isso. Mas lá estava ele, com 10 anos, forte, lindo parecendo um touro. Agora de “patas novas” e sem dor, Spaike estava no auge.

Spaike e Horrorosa

O Spaike nunca ligou muito para os outros cães, alias às vezes até implicava. Mas com ela, sempre foi diferente. Ela era a única que entrava dentro de sua boca, a única que enchia ele de beijinhos, a única que ele gostava que dormisse ao lado dele, sempre foi carinhoso com ela e vice-versa. Anos atrás a minha Horrorosa, uma mistura de vira-lata com yorkshire (acredito eu), ficou muito doente com a doença do carrapato (babesiose/erliquiose) e quase morreu. Foi por muito pouco, pois a veterinária mesmo disse que ela não tinha muita chance, mas ela recebeu uma transfusão de sangue enorme do Spaike, e voltou. Acho que foi seu sangue “highlander”. Depois desse dia, estavam cada dia mais próximos, os dois são a minha sombra.

Chamo até hoje minha pequena de um “pedacinho do Spaike”. São os meus dois xodós.

 

Dedicação de mãe

Quem tem um filho seja humano, canino ou felino que espécie for sabe do que eu estou falando, como nos doamos e desdobramos para dar o melhor. Sempre cresci muito indo atrás de informações para melhorar e dar qualidade de vida. Quantas conversas longas com veterinários, lendo textos e mais textos. Pesquisando as melhores rações, remédios, tratamentos. O esforço pessoal de economizar comigo para poder comprar coisas para o Spaike, deixar amigos e baladas para passar os finais de semana com meu filho. Passar o ano inteiro guardando dinheiro para fazer poupança só para os tratamentos do Spaike. Comprar um soprador especial para ele. Tudo a minha volta é ligado ao Spaike.

Por onde olho tem um pedaço dele. No monitor do meu computador sempre está a foto dele, no celular, no caderno, no MSN, nas redes sociais, meu email, no mousepad, até a xícara de tomar café, os mil e um porta retratos no meu quarto, minha correntinha no pescoço com o nome dele e do meu namorado Walter, tudo para mim é Spaike. Os amigos que fiz. Minha tatuagem. Não tenho palavras para descrever esse amor. É estar presente em tudo, em cada tropeço que o Spaike dava e caia às vezes devido a displasia, eu estava do lado e o ajudava a levantar. Não me importava dele me acordar cedo porque estava com fome, eu já sabia e tinha sua comida preparada e separada. Preparar comidas especiais, escovar seu pêlo sempre, dar o melhor de mim. Para dar remédios ele tomava numa boa colocando na garganta, mas como ele precisou tomar por anos, muitas vezes eu comprava frango, cozinhava, desfiava, picava cenoura e separava em cubinhos individuais essa “pasta” em filme plástico e congelava. Durava o mês todo, eu dava à ele com o comprimido. Quando morávamos na casa na vila mariana ele tinha dificuldade de andar nos pisos dos pet shops e escorregava (pois era muito liso) e não queria entrar, ficava bravo e entrava estressado para o banho. Decidi então pegar a lista telefônica e liguei para uns 50 pets da região e perguntava “oi, como é o chão de vocês?”, ninguém entendia nada. Até que consegui dar banho nele na casa de uma amiga minha que era banhista Rita, era piso de cimento, ele gostava de ir e o principal, eu ficava junto dando banho, e ele adorava. Nunca forcei nada. Nunca lhe dei um tapa, gritei ou briguei com ele. Nunca. Definitivamente, tive um cão e filho perfeito.

Domingo, dia 22 Maio 2011 - Nosso último dia.

Estava tudo tão perfeito. Spaike corria, estava radiante, no auge. Seu peso estava excelente, um corpo maravilhoso, uma disposição, não tomava mais remédio nenhum. Dia 22, domingo fui ao sítio, cozinhei sua carninha especial como de costume, coloquei os cobertores no chão, pois ele era o primeiro a se atirar em cima. Estava frio, mas abriu um sol lindo à tarde. Minha mãe e o Arnaldo foram cochilar após o almoço, e eu, Walter, Spaike e Horrorosa, nós quatro como de costume, ficamos ali na beira da piscina, conversando... Sempre juntos. Fiz minha rotina de usar soprador, escovar, limpar, depois fiquei deitada na sala de jogos nos cobertores, no chão junto com os cães. Conversei tanto. Spaike dormiu do meu lado e a Horrorozinha no meu colo. O mundo podia parar ali, era a felicidade mais completa.

Final da tarde, hora de partir e voltar para São Paulo. Eu estava indo para o carro quando o Walter me disse: “você não vai dizer adeus para o Spaike?” Ele nunca havia me dito isso antes. Eu parei, olhei para trás, vi o Spaike me olhando e lhe disse que não, que despedida era pior, que os cães sentem mais. E conclui: “sei que o Spaike sabe que eu volto, porque eu sempre volto.”  Foi a última vez que o vi o Spaike com vida. Mas a minha frase continua valendo, porque eu sempre volto, mesmo que agora irá demorar um pouco mais.  

Dia 24 Maio de 2011 – Capitulo Final

Não pensei que escreveria esse capitulo tão cedo. Aliás, as vezes achei que jamais o escreveria, Spaike parecia ser eterno, sempre superou tudo, meu menino “Highlander”. Terça-feira, meu celular toca 7h20min da manhã, era o caseiro me avisando que ele “não estava bem”, babava um pouco e não andava. Tentei não entrar em pânico, eu no trabalho, longe, sem carro. Pedi que uma pessoa de perto do sítio viesse para são Paulo trazer ele junto com o caseiro de carro, eu ia interná-lo no Dog Bakery. Tarde demais, por volta das 10h45 quando ele chegou, fui pegá-lo no carro, ele já tinha ido. Ainda corremos, tentei reanimar, atropina. Mas ele já tinha ido. Em choque, não me caiu uma lágrima.

Fiquei um certo tempo com ele sozinha no consultório, olhando para ele ali imovel, parecia que às vezes ainda respirava. Não sei o que houve pedi para fazer necropsia. Como era possível? O que ele tinha que eu não vi? Eu via TUDO! Um suspiro errado eu notava. Domingo, as 19hs ele foi cremado individual no Pet Éden. Sempre tive tanto medo desse dia, que já passei noites e noites chorando só de pensar que um dia iria perdê-lo. O dia chegou, e não conseguia chorar. Não contei para ninguém, não tocava no assunto, não queria escutar ninguém falando que “sente muito”. Pedi que não me ligassem, até que os dias foram passando. Afastei-me de muitas pessoas. Trabalhei muito, tentei ocupar a minha mente de todos os jeitos possíveis.

Hoje quatro meses depois, resta a saudade. Demorei três meses para conseguir voltar ao meu sítio, mas fiz, pois lá ainda resta um pedacinho do Spaike, minha Horrorosa. Mas sinceramente, tudo perdeu a graça. Mas como isso foi acontecer? O que eu deixei passar? E porque agora? Onde falhei? Mas agora eu tenho todas as respostas. Saiu o laudo da necropsia do Spaike e deu câncer no pâncreas, e o órgão aderiu ao duodeno e no final rompeu dando choque séptico (ou seja, infecção generalizada, essa foi a causa mortis). Mas como assim, câncer no pâncreas? Ele tinha exames recentes feitos, ultrasom do local e tudo, estava tudo bem! Como pode em 2 meses tudo mudar? Não tive um sinal sequer. Ele estava perfeito por fora. Os exames há 2 meses atrás estavam perfeitos!!!

Mas estou conformada, e acredito que tinha que ser assim. Por mais exames e cuidados que nos podemos ter quando chega a hora não tem jeito. Conversei com a minha médica veterinária Dr Carolina Mazzei, que me explicou que o câncer que ele teve aparece assim em um mês e é muito muito rápido e se tivéssemos descoberto mesmo que fosse, seria muito difícil e invasivo. Ele não sofreu.

Hoje guardo suas cinzas aqui comigo, perto da minha cama em uma linda caixinha. Minha mãe estava incomodada com isso e me disse para libertá-lo e espalhar pelo sítio. Mas onde era o lugar dele? Era do meu lado, não importava espaço nenhum. O lugar dele é do meu lado, e assim ficará. Não me incomodo e vou levar ele junto, aonde eu for, sempre comigo.

Uma Lição de Vida

Estou conformada pelo fato que tive meus anos a mais com ele, três anos ele viveu após o primeiro câncer melanoma e eu curti cada minuto me dado. Depois que ele foi curado, agradeci minha segunda chance. Agradeço por esses anos todos que ele teve muita saúde até o final contrariando todas as expectativas. Spaike teve horas extras. Deus sabe que a única maneira de levar meu bebe embora era vindo silenciosamente e muito rápido, caso contrario eu iria descobrir e brigar muito, não ia deixá-lo partir, não mesmo.

Eu sempre temi muito o futuro, pensando que um dia devido a idade e a displasia ele poderia morrer de dor ou até parar de andar, eu estava disposta a tudo, até um dia usar cadeirinha de rodas se precisasse. Ele tinha problemas de coluna (bico de papagaio e cauda equina) e pensava quando isso iria agravar. Faria de tudo. Mas isso sempre deixou meu coração apertado, em pensar em ver ele um dia regredir, em pensar em ter que ajudar a se levantar, comer, medo de um dia ele perder a dignidade, pois tempo e a idade não perdoam. Mas felizmente, isso não aconteceu.

Ele se foi novo, comparado ao que poderia ainda viver,
mas viveu muito para tudo que passou e todos os prognósticos que sempre os médicos me deram.
Viveu muito e muito bem. Até o ultimo dia.

A lembrança e a memória ficarão para sempre, de um pastor alemão no auge. Correndo e com o pêlo brilhante. Forte e charmoso. Isso ninguém apaga, ninguém me tira. Levo-o comigo para sempre, e obrigada Deus por ter colocado ele no meu caminho, na minha vida e por mudá-la tanto. Por ter um cachorro leal e maravilhoso na minha vida, que valeu cada ano que passamos juntos, mesmo que não seja eterno. E felizes são as pessoas que tem um Spaike em suas vidas. E quando me perguntarem como ele morreu, vou poder respirar e responder: “Vou lhe contar como ele viveu...”


Escrito por: Camila (Mãe do Spaike)
Outubro 2011


 

Um obrigada especial:
Principalmente a minha mãe que do primeiro dia ao último dia esteve ao lado. Ao Arnaldão e o Walter, por mais que não estiveram desde o ínicio, sempre foram presentes e me acompanharam em tudo. E minhas amigas aqui da internet que sempre me apoiaram e ajudaram; Sônia Schmidt, Sônia Travaglia Angela, Faride, Paty, Flávia Saad, Tatis, Fê (acre), Erika, Janete,Loba, Jose Carlos (não consigo citar todos) principalmente na época do melanoma. E a duas pessoas mais que especiais Fernanda e Léo Fox Safado! Leo obrigado por ser meu melhor amigo, sempre. E sei que cada pessoa citada aqui teve o seu Spaike e sabe o significado de cada palavra minha.

Comentários
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LIndo!
Bianca 2009-03-05 02:49:13

Lindo cão, linda história!Olhando assim, eu jamais imaginaria por quantas o
Spaike já passou.
Ainda bem que exiostem pessoas no mundo como você que
amam os animais. Eu imagino o quato deve ser maravilhoso ter esse amigão aí,
pq minha filh (como eu costumo chama-la) também é tudo pra mim, e me traz
muitas legrias! Espero que esse trabalho voluntário ajude muitas pessoas e
animais. Aliás, eu quando puder, terei outro pimpolho canino e espero que venha
por meio de adoção!

Parabéns a vc camila, e a todos que amam os
animais, que tambme nos amam tanto!
EVELYN GAU-PULIDO 2012-01-02 02:54:39

QUE HISTORIA MAIS LINDA!!!!!!!!!!!QUE DEDICACAO TANTO SUA QTO DO SPAIKE... OLHA,
EU LI MUITAS HISTORIAS NA MINHA VIDA, MAS ESTA SOBREPASSA O AMOR E A FIDELIDADE
DE UM AMIGO E UMA TUTORA...QUE EXEMPLO!!!!!! ESTOU SEM PODER CONTINUAR NO
MOMENTO PQ AS LAGRIMAS NAO DEIXAM....
Parabéns
Fernanda 2009-03-22 23:08:36

Camila, parabéns por esser lindo gesto de carinho que vc tem dedicado ao
Spaike. So nos que ja adotamos um animal sabemos o valor disso tudo,
o quanto nos deixa satisfeito saber que eles estão felizes....

Um
beijo
SPAIKE
Mar 2009-07-19 19:37:21

É assim.. uma história parecida que imagino a minha próxima adoção. Estou
no vazio que o Simpsom deixou e a procura de um Spaike. Creio que para termos
um grande amigo dog, o ideal é pegar um com história parecida a do Spaike.
Não sabia da história do Spaike, valeu a pena eu ficar navegando nesse site
por horas.. cheirando a foto do Simpson. Só assim.. conheci um grande herói e
capitão.
Spaike
Mar 2009-07-19 19:41:47

Lembrei que o Simpsom também começou com um problema de descamação no
focinho, quando vi já tava bem grande, na época não tinha muito tempo pra
ele. Curei ele limpando com algodão embebido em bastante soro fisiológico duas
vezes por dia na semana e em fins de semana 4 vezes por dia. Mas.. voltando a
história, eu AMO MUITO VOCÊS DOIS.. Camila e Spaike, meus herois.
Spaike....
Mar 2009-07-19 19:43:40

observando, Spaike com atadura na perninha. Algumas vezes fiz isso com o
Simpson, e cada vez ele me mordia devido a dor. Não acredito que Spaike tenha
alguma vez mordido a dona dele......
marcus 2009-09-16 00:10:52

Me emocionei
Estória linda e emocionante.
Maria Fernanda 2009-11-17 16:02:18

Primeiramente, parabéns Camila pelo site.
Está cada vez mais lindo e repleto
de informações.
E, Spaike, sua estória é mesmo linda e emocionante. Vc é um
cara de sorte por ter encontrado um lar tão amoroso.
Vc sabe que aqui em casa
vc é cheio de fãs (Isis, Cleo, Folic e Fernanda).
Um grande beijo!
Estamos com
saudades.
Pastor Alemão o melhor cachorro do mundo!!
Monique 2010-03-07 00:29:50

Eu sei disso tdo que vc falou, ele deviaser igualzinho ao meu cachorro
Rambo, que morreu em Fevereiro de 2010 com 14 anos...ele era
minha vida!!! A gente só se olhava, naum precisa de mais nada....ele
na verdade não era meu cachorro era meu IRMÃO já que sou filha
única...estou a procura de um novo Pastor, pq na minha opinião essa
é a melhor raça!!!O rambo será insubstituível, mas preciso de um cachorro novo. Se alguém souber de algum Pastor com
menos de 2 anos me avise por favor!!
Anônimo 2010-05-17 14:41:19

quee liindo tbm tenhu um sonho desse
Andrea Barros 2011-10-17 20:31:35

CAmila
Me emocionei com seu relato.
Sempre disse a vc q os cães são anjos
enviados por Deus p/ nos ensinar lições q nos possibilitem nos tornar seres
humanos melhores.
Spaike cumpriu sua missão e estará sempre olhando por vc,
até o dia de um novo reencontro.

A maneira q vc tem de honrar a memória dele
é sendo essa nova Camila q ele te ensinou a ser.

E sempre q um cão nosso vai
embora, é porq está abrindo espaço p/ a chegada de um novo cãozinho
encarregado de nos ensinar novas lições.

Tenho certeza q vc ainda será
abençoada c/ muitos cães especiais na sua vida.

Beijos gdes, amiga.
Spaike
Hiléia 2011-10-18 15:23:16

Minha linda Camila, creio que Deus realmente colocou você como mãe do Spaike
por algum motivo maior. Entendo perfeitamente o que você sente por ele. Tenho
meu lindo bebê Zork, de um anos e dois meses, pastor alemão. Está doente
novamente (panosteíte). A lembrança dele será eternamente mantida com sua
ação e iniciativa em prol dos pastores abandonados. Gostaria de me juntar a
vocês. Podem contar comigo no que puder auxiliar o pastorrescue. Um beijão e
sinta meu carinhoso abraço.
Janete 2011-10-17 20:48:09

Camila....pela segunda vez hoje me emocionei.....ao ler todo este relato seu com
o Spaike....pude ter um pouco deste previlégio de conhecer esta linda história
Camila/Spaike.....Parabéns pela sua DEDICAÇÃO e pelo AMOR que vc dedicou ao
SPAIKE.....
faride 2011-10-17 21:38:37

camila querida,

o spaike sempre estará presente na sua vida e nas nossas
vidas.

obrigada por dividir tudo isso com a gente.

bjos
cristina 2011-10-18 16:55:20

Filha, vc sabe , e as vezes me critica por eu ser tão manteiga derretida, mas
é impossivel ler sua história e não se emocionar. É claro que chorei do
começo ao fim, pois vivi de perto com vc todos esses momentos e sei o qto foram
importantes pra vc.

Sei e vi tambem de perto , todo o seu amor , dedicação,
e devoção, e é por isso que te admiro cada vez mais e cada vez mais tenho
orgulho de ter vc e ter aprendido com vc a amar cada vez mais esses nossos
amigos , os mais fieis e leais.

Parabens pela pessoa maravilhosa que vc é, vc
merece tudo de melhor que pode existir.

Te amo

Maminha
Andréia Fázio 2011-10-26 12:16:57

Camila,

Em primeiro lugar sinto muito, e realmente vc tem razão chegou a hora
do Spaike partir. Ele estará sempre ao seu lado olhando por você. Eu não
consigo nem escrever de tanto chorar, fico pensando m=no meu bebe também. Quero
lhe dar os parabéns por tudo. Desculpe mas não consigo mais
escrever.

Parabéns

Sua mais nova amiga virtual

Andréia Fázio
história igual
Marlene Fernandes 2011-11-06 21:22:28

poxa ...eu sei exatamente o que tu sentiu e sente em relação ao Spike, é o
mesmo que eu senti e sinto pelo meu Jerry Lee um poodle que se foi dia 24 de
Julho de 2011 com 17 anos, eu lutei com o meu Jerry tbém e dei dignidade até o
fim pra ele, sua história é a minha história só quem ama sabe.
Camila Mãe do Spaike 2011-11-10 20:29:15

"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que
a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o
tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma
saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar
volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive
tentando deixar pra trás." - Caio Fernando Abreu.
parabens
Micael 2011-11-18 20:25:03

primeiramente parabéns pelo seu trabalho. muito bom mesmo. seu texto foi uma
bela declaração de carinho pelo seu bixano.

divulgarei, pois acho que é um
estímulo a adoção de animais.
kakau.ka 2012-01-02 03:44:44

Muito emocionante a vida de Spyke e a sua acredito que os animais nos são
enviados já escolhidos por Deus porque necessitamos naquele exato
momento encontrar um caminho ou algo que nos ajude na vida e esse foi
o anjo escolhido para ajudá-la a encontrar este caminho. E esse é muito
especial é uma comunicação quase que instintiva um sabe o quê o
outro precisa em cada momento e nos parece que quanto mais problemas eles
tem mais aumenta essa relação de amor mútuo e incondicional e a
perda ah isso dói por muito tempo. Já passei por isso por mais que
estivesse preparada pois o meu já nasceu doentinho conseguiu viver po
13 anos sempre correndo para o veterinário, mas na hora nunca estamos
preparados . O que nos ajuda é saber que fizemos tudo por eles .
Força e que são Francisco de Assis sempre esteja ´com seus animaizinhos
tod...
SPYKE
ELIANE CAMARDA 2012-01-02 04:26:55

Spyke continua a viver correndo livremente lindo e majestoso, tá lá no céu e
claro Sempre tomando conta da Camila....
Nina auau 2012-01-02 19:38:41

Você pode ficar tranquila pq além de ter feito uma caridade em adotar, fez oq
melhor achava pelo seu Spyke e ele está bem pode ter certeza...infelizmente tb
sofri uma perda de um amigão há 3 anos e iniciei um blog :

http://?billsamy.blog.uol.com?.br
o qual PAREI exatamente qdo começou nosso
sofrimento que durou 1 ano com o Billy, fiquei 24hrs com ele podia pois estava
aposentada...o Billy sempre foi arisco e nunca deu lambida em ninguém...no seu
último dia ele simplesmente em meu colo fez um esforço imenso virou para mim e
deu um beijo que eu nunca vou esquecer o primeiro e único! Até hj não consigo
ter outro animal e penso que não vou querer mais, para passar por tudo
denovo...sofri como nunca na minha vida, nem com perdas de familiares sofri
assim, esses animais são completamente dependente e nós acompanhamos todo
sofrimento de pertinho...vc é corajosa e soube acolher mais animais
Parabéns!!! Eu por en...
Anônimo 2012-01-18 00:02:10

uau eu sinto muito pelo spaike eu tive 5 caes de estimasao cada um era
desendente do primeiro cao que eu crie cuado eu fis nove anos mia casa tava
sendo reformada mia mae alugou uma casa e tentamo trazer meu primeiro cao mais
ele nao queria deixar a nossa casa que estava em reforma eu acordei de manha e
perguntei pra mia mae e meu pai porque eles estavam triste ai eles me disseram
que meu primeiro cao tia morrido envenenado eu chorei por 1 ano e 2 messes
eu parei de chorar e sorri por que ele tia deixado varios filhote pra min
Thais Albrecht 2012-01-20 14:47:25

Chorei horrores lendo a história do Spaike! Eu sou mãe da Nina, uma pastor
também adotada,nossa história também é linda, gostaria de contar para
vocês!
Sei muito bem como são todos esses sentimentos que vc descreve em seu
texto, a Nina provoca em mim todos eles! Nunca vivi um amor como esse!!!
Um
grande abraço!
Saudades
Waldir 2012-03-17 00:38:25

Linda História....

Amo Cães.....são seres especiais....Minha boxer morreu
dia 12/03 decorrencia de tumor cerebral.....
quase 1ano de luta.....ela
descansoue deixou um vazio enorme mas infinitas lembranças desde o primeiro dia
do resgate até a última visita e um beijo na "testa" dela antes de vir
embora da consulta na internação.
Saudades
Ass
Jr, Lú e Nero
COMO SUPERAR
leticia 2012-03-22 15:17:13

Olá, Camila. Meu filho, meu amigo, minha vida teve recentemente o diagnóstico
de melanoma e estou lutando muito para curá-lo. Apesar das expectativas
negativas eu tenho esperança q seja diferente com ele. Mas quando me imagino
vivendo sem ele parece q vou ficar sem vida. é uma dor imensa...não tô
conseguindo superar, ainda não. Ler sua história me deu um pouco de esperança
em ter o Dandy comigo mais um pouquinho. Como voce pensa nele agora, ainda dói
muito?
Parabéns, por Gostar dos Animais, Amiga
Luciano 2012-03-26 13:19:30

Linda história, amiga!
Também sinto muito a falta do meu cão Rottweiller
até hoje, amiga.
Choro muito. Ele adoeceu ( pulmão )
de repente. Fiz de tudo
para salvá-lo.
Fiquei igual um louco até hoje de saudades dele, pois pra mim,
era um filho. Tenho IMENSO AMOR AOS ANIMAIS também. Parabéns, amiga pela sua
dedicação e linda história!
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