Padrão Oficial da Raça

Abaixo segue o Padrão Oficial retirado do Site:

Classificação F.C.I.:
Grupo 1 - Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto Boiadeiros Suíços)
Seção 1 - Cães Pastores
Padrão FCI no 166 - 07 de agosto de 1996.
País de origem: Alemanha
Nome no país de origem: Deutscher Schäferhund
Utilização: De versátil utilidade, pastoreio, guarda e de serviço.
Sujeito à prova de trabalho para Campeonato Internacional.

 

RESUMO HISTÓRICO/ HISTÓRIA:
De acordo com documentos oficiais, o Clube SV do Pastor Alemão (Vereins für Deutsche Schäferhunde e V.), no país de origem, sociedade filiada ao VDH (Verein für das deutsche Hundewesen), com sede em Augsbourg, é reconhecido como a associação fundadora e responsável pelo padrão da raça. No transcurso da Assembléia Geral, em Frankfurt, em 20 de setembro de 1899, foi redigido o Padrão Oficial da Raça Pastor Alemão, de acordo com as propostas de A. Meyer e M.v.Stephanitz.

Esse texto inicial completou-se por ocasião da VI Assembléia Geral, em 28 de julho de 1901 e ratificado pela 23ª Assembléia Geral, em 17 de setembro 1909, na cidade de Colônia; pela reunião de Diretoria, em Wiesbaden em 5 de setembro de 1930 e, mais tarde, na sessão da Comissão de Criação da diretoria em 25 de março de 1961. O texto foi, ainda, revisto no âmbito da WUSV (Weltunion der Vereine für deutsche Schäferhunde / União Mundial das Sociedades de Pastores Alemães) e adotado na sessão da WUSV, de 30 de agosto de 1976.

Este padrão foi, finalmente, reorganizado e reestruturado aos 23 e 24 de março de 1991 e, por decisão, foram força de lei dos comitês diretores e consultivos. O Pastor Alemão, cuja criação metódica iniciou-se com a fundação da sociedade, em 1899, foi selecionado a partir das variedades de cães de pastoreio do centro e do sul da Alemanha; o objetivo foi criar um cão de utilidade, altamente qualificado e, neste sentido, foi lavrado um padrão que levasse em consideração, além das aptidões físicas do cão, seu caráter e comportamento.

 

APARÊNCIA GERAL: o Pastor Alemão, é de tamanho médio, levemente mais alongado que alto, vigoroso, bem musculoso, com ossatura rústica; construção geral sólida.

 

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: tanto no comportamento, quanto no caráter, o Pastor Alemão deve ser ponderado, bem equilibrado, autoconfiante, absolutamente natural, completamente inofensivo (salvo quando provocado), vigilante e dócil. Deve comprovar sua coragem, ter um caráter bem equilibrado e possuir instinto de luta, para reunir condições que o tornem capacitado às funções de escolta, guarda, proteção, serviço e de trabalho com rebanho.

 

CABEÇA: cuneiforme, bem proporcional ao corpo (seu comprimento é quase igual a 40% da altura, na cernelha), sem ser grosseira, nem muito alongada. De aspeto geral seca e largura moderada, entre as orelhas. De frente e de perfil, a testa é, tão somente, pouco arqueada, com ou sem sulco sagital levemente marcado.

Trufa: preta

Dentição: forte e sadia; completa dentição (42 dentes, de acordo com a fórmula dentária). A mordedura do Pastor Alemão é articulada em tesoura, isto é, os incisivos, da arcada superior, tocam pela frente os da arcada inferior em oclusão justa. A articulação em torquês, o prognatismo, quer seja superior ou inferior constitui falta, como também, a presença de espaços livres, tão importantes entre os dentes (dentes espaçados). O alinhamento, em reta, dos incisivos, também é considerado falta. Os maxilares são fortemente desenvolvidos para garantir o engaste profundo das raizes dentárias.

Olhos: de tamanho médio, amendoados, não proeminentes, sutilmente oblíquos; a cor, o mais escura possível. Olhos claros e penetrantes, que alterem a expressão natural do Pastor Alemão, são indesejáveis.

Orelhas: de tamanho médio, portadas eretas, bem firmes e simétricas (nunca inclinadas lateralmente em posição oblíqua); com as extremidades pontiagudas e as conchas voltadas para a frente. Considera-se defeito a orelha portada semi-ereta ou caída. Portada dobrada para trás, quando em repouso, não é considerado falta.

 

PESCOÇO: robusto, bem musculoso, sem apresentar pele solta na garganta (barbela). O pescoço forma um ângulo em torno de 45° com o tronco (horizontal).

 

TRONCO: a linha superior desenvolve-se, sem quebra perceptível, a partir da inserçãodo pescoço, bem articulado, passando pela cernelha, bem desenvolvida, e pelo dorso, muito ligeiramente, descendente, para a garupa, ligeiramente, oblíqua. O dorso é firme, forte e bem musculoso. O lombo é largo, fortemente desenvolvido e bem musculoso. A garupa é longa e ligeiramente oblíqua, fazendo um ângulo em torno de 23°, com horizontal e fundindo-se com a linha superior sem interrupção.

Peito: moderadamente largo, com o esterno de bom comprimento e bem marcado. A profundidade do peito varia em torno de 45 a 48% da altura na cernelha. As costelas são moderadamente arqueadas. O tórax em barril é considerado um defeito tão grave
quanto as costelas achatadas.

 

CAUDA: o comprimento deve atingir, no mínimo, a ponta do jarrete e, no máximo, a metade do metatarso; portada caída, descrevendo uma ligeira curva. Quando o cão está excitado ou em movimento, ela se eleva um pouco mais, sem ultrapassar a posição horizontal; a pelagem, na face ventral da cauda, é um pouco mais longa. Qualquer correção cirúrgica é proibida.

 

MEMBROS

ANTERIORES: visto de qualquer ângulo, os anteriore são aprumados; vistos pela frente, são perfeitamente paralelos. A escápula e o úmero são do mesmo tamanho e bem ajustados ao tórax, graças à poderosa musculatura. A angulação escápulo-umeral, ideal, é 90°, na prática, até 110°. Seja em stay ou em movimento, os cotovelos devem trabalhar rentes ao tórax. De qualquer lado, os antebraços são retos e perfeitamente paralelos, secos e guarnecidos de forte musculatura. O comprimento dos metacarpos varia em torno de um terço do comprimento do antebraço, formando, com este, um ângulo em torno dos 20° aos 22°. Tanto o metacarpo muito inclinado (mais que 22°), quanto o muito escarpado (menos de 20º), prejudicam o desempenho do cão, principalmente, no que concerne à sua resistência.

Patas: arredondadas, dígitos bem fechados e arqueados, os coxins têm sola dura, sem tendência a fissuras; as unhas são fortes e de cor escura.

POSTERIORES: ligeiramente inclinados e, vistos por trás, se mantém paralelos. As coxas são potentes e bem musculosas. O fêmur e a tíbia são, quase, do mesmo tamanho, formando um ângulo, em torno dos 120°.

Patas: compactas, ligeiramente arqueadas; os coxins plantares têm sola dura e de cor escura; as unhas são fortes, curvas e também de cor escura.

 

 

MOVIMENTAÇÃO: o Pastor Alemão é um trotador. As angulações e o comprimento dos membros devem ser equilibrados de modo a anular a oscilação da linha superior, tornando-a imperceptível, para que os posteriores, aprumados, possam realizar passadas com um bom alcance à frente e, os anteriores, com igual cobertura de solo. Qualquer tendência à superangulação, nos posteriores, reduz a firmeza e a resistência geral. Angulações equilibradas permitem a execução de passadas de grande amplitude, rentes ao solo, sem, aparentemente, revelar esforço. Durante o exercícío do trote, ritmado e fluente, com a cabeça projetada para a frente, a linha superior se desenha em contorno suave, harmonioso e contínuo, desde a ponta das orelhas, passando pela nuca e dorso, até a ponta da cauda, levemente elevada.

 

PELE: suavemente ajustada, sem formar pregas.

 

PELAGEM: Textura do pêlo: a pelagem correta para o Pastor Alemão é a dupla (Stockhaar) com pêlo e subpêlo. O pêlo deve ser o mais denso possível, reto, áspero e bem assente ao corpo. Na cabeça, na face interna das orelhas, na face anterior dos membros, nas patas e dedos, o pêlo é curto; é um pouco mais longo e denso no pescoço. Na face posterior dos membros, o pêlo é mais longo, alonga-se até o nível do carpo e do jarrete, formando, na face posterior das coxas, culotes, de tamanho moderado.

 

COR: varia desde o preto, com marcas marrom avermelhado, marron ou amarela, até o cinza claro. Preto ou cinza unicolor sendo, o cinza, encarvoado(sombreado). Máscara e manto, pretos. Pequenas e discretas marcas brancas no antepeito ou uma coloração muito clara na face interna dos membros são toleradas, mas não desejadas. A trufa deverá ser, necessariamente, preta em todas as cores de pelagem. São penalizadas, como sinal de pigmentação insuficiente, a ausência da máscara, os olhos claros ou penetrantes, as marcas claras e esbranquiçadas, no antepeito e na face interna dos membros, as unhas de cor clara e a ponta da cauda avermelhada. O subpêlo é cinza claro. O branco não é admitido.


ALTURA / PESO
Machos: altura na cernelha 60 a 65 cm.
peso: 30 a 40 kg.
Fêmeas: altura na cernelha 55 a 60 cm.
peso: 22 a 32 kg.
O comprimento do tronco ultrapassa a altura na cernelha em10-17%.

 


 

FALTAS: O QUE NÃO É PERMITIDO

FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

 

FALTAS GRAVES
• qualquer desvio dos termos deste padrão, que prejudique a capacidade de trabalho do cão;
• orelhas de inserção lateral, muito baixa, semi-caídas, portadas lateralmente oblíquas ou eretas, sem firmeza;
• defeitos graves de despigmentação;
• resistência geral fortemente comprometida;
• qualquer desvio da mordedura em tesoura e da correta fórmula dentária, com exceção das faltas eliminatórias.

 

FALTAS ELIMINATÓRIAS
caráter fraco, mordedores ou de equilíbrio nervoso instável.
• cães com deformações de orelhas ou cauda.
• exemplares portadores de deformidades.
• cães com as seguintes faltas dentárias:
1 PM3 mais ausência de outro dente, ou
1 canino, ou
1 PM4, ou
1 M1 ou M2, ou
no total, 3 ou mais dentes ausentes.
• exemplares portadores de defeitos de maxilares, prognatismo superior maior que 2
mm, prognatismo inferior; mordedura em torquês, formada com todos os 12 incisivos.
• altura maior ou menor em mais de 1 cm;
• albinismo.
• pelagem branca (mesmo que as unhas e os olhos sejam escuros).
• pelagem externa (longa, macia, não assentada com o subpêlo; tufos nas orelhas e
franjas nos membros, culotes e cauda em tufos, em bandeira, na face ventral);
• pelagem longa (pêlo longo e macio, sem subpêlo, em geral repartida ao longo do
dorso, tufos nas orelhas, franjas nos membros e sob a cauda.


NOTAS:
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem
desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento
deve ser desqualificado.

 


 
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